Crítica Cultural

Real + Irreal

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Publiquei no Digestivo Cultural a crítica Margarita Paksa: Percepção e Política, sobre uma exposição retrospectiva dessa artista argentina no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, o Mamba. Eu escrevi:

Paksa é uma criadora multimídia que fez parte da vanguarda artística argentina da década de 1960, tendo estado entre os artistas que orbitavam um dos centros da cultura portenha da época, o Instituto Di Tella. Esta vanguarda surgiu durante um período de efervescência comercial e cultural na Argentina – a instalação de grandes empresas americanas, a revolução de costumes que tem seu símbolo em 1968, a popularização da televisão, os ecos do regime revolucionário de Cuba – período que foi asfixiado pela ditadura militar. Esse cenário redundou em uma dupla radicalização, de acordo com a revista Enie: artística e política. Paksa é um produto e um dos destaques deste tempo.

Crítica Cultural

O Que Não Queremos Sentir

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Publiquei no Digestivo Cultural a crítica Corpo é matéria, corpo é sociedade, corpo é ideia, crítica da exposição Metrô de Superfície – Mostra I Eu escrevi:

(…) a exposição Metrô de Superfície – Mostra I reuniu 13 jovens artistas nordestinos, em um recorte sobre o corpo – desde a acepção mais simples, material mesmo, até o referencial humano, nas relações que o sujeito mantém consigo e com a sociedade. Vou me concentrar em três deles, que me atingiram de maneira particular: Marina de Botas e a mulher que se maquia com uma cega; Carlos Mêlo e arte moderna tateante e exibicionista; Rodrigo Braga, cabeça de cachorro morto grudada na cara. São esses os que mais me desestabilizaram conceitos de beleza, representação, afeto, autoconhecimento, fantasia – como se  tocassem em algum tipo de limite.