Descubra a rapsódia As Esferas do Dragão

Autoficção (uma história que é minha, mas não é só minha) + literatura fantástica ou realismo + livros, canções, games + easter eggs? ou segredos ou convites + ensaios (filosóficos?) + como se vive a experiência da perda? + as pessoas são universos + a morte é o único ponto de vista + o que você faz aqui?



Na rapsódia As Esferas do Dragão, sou, eu mesmo, protagonista de uma epopeia, na qual reúno as sete esferas mágicas de um desenho animado para ressuscitar meu avô, Antônio de Oliveira.

É uma história, portanto, que mistura autobiografia e fantasia, e que fica nesse entremeio do “tema sério” e do “gênero ingênuo”. É ensaio, é crônica, é fábula, é um meio de redescobrir pessoas.

A estrutura é decalcada do anime Dragon Ball, um pouco como Joyce fez com a Odisseia (mas eu tenho de comer muito feijão para chegar no mindinho do Joyce). Mas outras referências se espraiam pelo livro, em harmonia com personagens e cenas.

Meu avô faleceu em 2009. Eu não te conheço e não quero contar essa história a você; estou contando mesmo assim. O livro é um pouco esse paradoxo. Parte da morte e se desdobra na aventura das relações afetivas, no jogo de perdas e ganhos da memória.

Faça essa viagem e me conte seu encontro com o Dragão.

 

Leia os primeiros capítulos do livro

Ouça músicas inscritas na história

 

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“Pode ser que a infância de antigamente — quando não havia televisão nem histórias em quadrinhos — fosse mais contemplativa e simples, deixando na memória de quem a tenha vivido algumas poucas cenas intensas e paisagens fixas. Para quem nasceu no século 20, a infância foi certamente mais frenética: desenhos, filmes e seriados romperam os limites entre cotidiano próprio e imaginação alheia, deixando em cada um de nós um zoológico de monstros, super-heróis e jingles que seria incorreto considerar como pertencentes ‘ao passado’. Interferem, não como lembrança, mas como linguagem, em nossas vivências do presente. Num verdadeiro tour de force de escrita, Duanne Ribeiro convoca o mundo fictício da sua infância para transfigurar as suas memórias reais, num romance ao mesmo tempo alucinatório e ancorado em dor verdadeira.”

Marcelo Coelho
jornalista, membro do conselho editorial da Folha de S.Paulo, na orelha do livro

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