Real + Irreal

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Publiquei no Digestivo Cultural a crítica Margarita Paksa: Percepção e Política, sobre uma exposição retrospectiva dessa artista argentina no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, o Mamba. Eu escrevi:

Paksa é uma criadora multimídia que fez parte da vanguarda artística argentina da década de 1960, tendo estado entre os artistas que orbitavam um dos centros da cultura portenha da época, o Instituto Di Tella. Esta vanguarda surgiu durante um período de efervescência comercial e cultural na Argentina – a instalação de grandes empresas americanas, a revolução de costumes que tem seu símbolo em 1968, a popularização da televisão, os ecos do regime revolucionário de Cuba – período que foi asfixiado pela ditadura militar. Esse cenário redundou em uma dupla radicalização, de acordo com a revista Enie: artística e política. Paksa é um produto e um dos destaques deste tempo.

Duanne Ribeiro é jornalista, escritor e pesquisador em ciência da informação e filosofia. Em jornalismo, formou-se pela Universidade Santa Cecília (Unisanta). É mestre em Ciência da Informação — com a dissertação “A Criatividade do Excesso – Historicidade, Conceito e Produtividade da Sobrecarga de Informação” —, bacharel em Filosofia pela Universidade de São Paulo e especializado em Gestão de Projetos Culturais pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc), ligado à USP. Publicou, pela editora Patuá, o romance As Esferas do Dragão (2019). É analista de comunicação para o Itaú Cultural e editor da revista Úrsula.
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