Frente à Mudança

O-Artista

Publiquei no Digestivo Cultural a crítica O Artista, sobre o vencedor do Oscar de melhor filme, diretor e ator em 2012. Eu escrevi:

O Artista, filme do francês Michel Hazanavicius, possui personagens cativantes, beleza visual e uma história leve e divertida. Não só, chama de imediato a atenção pelo uso de uma forma antiga, a do cinema do início do século XX e antes. Em preto e branco, mudo (ou quase), com falas escritas na tela e trilha orquestrada, essa produção retoma esses recursos não por fetiche, mas como modo de reforçar a narração. O diretor brinca com o que esperaria um espectador de hoje, põe nossa percepção para funcionar de outra maneira e nos dá a chance de nos identificarmos com seu tema central, isto é, tempo e identidade – ou, mais precisamente, como lidamos com a mudança.

Duanne Ribeiro é jornalista, escritor e pesquisador em ciência da informação e filosofia. Em jornalismo, formou-se pela Universidade Santa Cecília (Unisanta). É mestre em Ciência da Informação — com a dissertação “A Criatividade do Excesso – Historicidade, Conceito e Produtividade da Sobrecarga de Informação” —, bacharel em Filosofia pela Universidade de São Paulo e especializado em Gestão de Projetos Culturais pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc), ligado à USP. Publicou, pela editora Patuá, o romance As Esferas do Dragão (2019). É analista de comunicação para o Itaú Cultural e editor da revista Úrsula.
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