Corpo e Modo de Ser

Alias_Sideways

Publiquei no Digestivo Cultural a crítica Sideways Rain: Pausa, Choque, Fluxo e Corpo, sobre o espetáculo de dança encenado pelo grupo suíço Alias. Eu escrevi:

Braços e pernas tesos e alongados, surge no canto o primeiro bailarino, similar a um animal pesado e vagaroso, quiçá ancestral. O fluxo irrompe insuspeito e não terá fim: os dançarinos sucessivamente atravessarão o palco de um lado a outro, como que em “corredores” diferentes, divisões abstratas do espaço cênico. A coreografia Sideways Rain, do grupo suíço de dança contemporânea Alias, tem um caráter hipnótico e só é interpretada de modo oblíquo, isto é, não diretamente, mas sentindo o sentido aos poucos. De que é que se trata? Do aleatório histórico que nos levou de bicho à gente? Da escassez de contato humano no cotidiano? Do choque como oportunidade de vida?

Duanne Ribeiro é jornalista, escritor e pesquisador em ciência da informação e filosofia. Em jornalismo, formou-se pela Universidade Santa Cecília (Unisanta). É mestre em Ciência da Informação — com a dissertação “A Criatividade do Excesso – Historicidade, Conceito e Produtividade da Sobrecarga de Informação” —, bacharel em Filosofia pela Universidade de São Paulo e especializado em Gestão de Projetos Culturais pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc), ligado à USP. Publicou, pela editora Patuá, o romance As Esferas do Dragão (2019). É analista de comunicação para o Itaú Cultural e editor da revista Úrsula.
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