Notas

Beethoven por Kundera

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Em A Arte do Romance [p. 83-84, Nova Fronteira, 1986], Milan Kundera expõe o Quarteto de Cordas opus 131 de Beethoven:

Primeiro movimento: lento; forma de fuga; 7′21′’
Segundo movimento: rápido; forma inclassificável; 3′26′’
Terceiro movimento: lento; simples exposição de um só tema; 51′’
Quarto movimento: lento e rápido; forma de variações; 13′48′’
Quinto movimento: muito rápido; scherzo; 5′35′’
Sexto movimento: muito lento; simples exposição de um só tema; 1′58′’
Sétimo movimento: rápido; forma-sonata; 6′30′’

Depois, ele comenta:

“O quarteto op.131 é o auge da perfeição arquitetônica. Não quero chamar sua atenção senão a respeito de um só detalhe do qual já falamos: a diversidade das durações. O terceiro movimento é quinze vezes mais curto que o movimento seguinte! E são precisamente os dois movimentos tão estranhamente curtos (o terceiro e o sexto) que reúnem, mantêm juntas essas sete partes tão diversas! Se todas as partes fossem mais ou menos da mesma duração, a unidade desabaria.”

Crítica Cultural

Bailarinas e Animais

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A mesma cena ou tema em duas representações:

[“Circo”, Antonio Osório; link]

“E por uma contorcionista,
Que torturava o corpo,
apaixonei-me: enredada em mim,
como serpente, estava a sua alma.”

[“Dangerous Animals”, Arctic Monkeys; letramúsica]

“When the acrobat fell off the beam
she broke everyone’s heart.

(…)

She makes my head pirouette
more than I would be willing to confess”

Em ambas o movimento da dançarina no espaço; o impacto dessa dança no corpo de quem escreve; e o receio da paixão: Osório se refere à serpente; Alex Turner, dos Arctic Monkeys, não confessa o abalo sofrido.

Notas

Patti Smith, Detetives e Escritores

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[“The Theology of Patti Smith”, The New Yorker, 6 de outubro de 2015; link] “Her intense identification with fictional detectives feels of a piece with her broader understanding of the artistic process: much in the way that a detective might obsess over physical evidence, in search of a truth that will reveal itself only to her, Smith celebrates artists who are able to transfigure ordinary objects in the light of their own genius.”

Jornalismo

Ocupação Jards Macalé

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Site para a exposição Ocupação Jards Macalé, no Itaú Cultural, em São Paulo, de novembro de 2013 a janeiro de 2014. Reportagem (pesquisa, entrevistas, redação) e edição são minhas. A produção das entrevistas é de Paula Bertola. Os vídeos foram gravados por André Seiti e Karina Bonini Fogaça, que também editou o material (com o Luiz Melodia, tivemos câmera de Rodrigo Lorezentti e captação de áudio de Ana Paula Fiorotto. Visite.