Esta dissertação de mestrado analisa, a partir dos pontos de vista conceitual e sociocultural, o fenômeno de sobrecarga de informação. Este termo designa uma situação em que os indivíduos, tendo em vista uma tarefa, não se sentem capazes de lidar com certa quantidade de informação, a qual, assim definida por critérios pessoais, profissionais e societais, lhes parece necessária para seus objetivos. Assim sendo, se assimila a outros, como multitudo librorum, explosão da informação, fadiga da informação e infobesidade. 

O material de base do estudo são referências sobre a história da produção da informação e do conhecimento e uma seleção de artigos com os termos “information overload” e “sobrecarga de informação” encontrados em bases de dados na área da Ciência da Informação. Com tal apanhado, elencamos na pesquisa ocorrências da sobrecarga — ou de casos análogos — desde a Antiguidade à Idade Contemporânea, de modo a substanciar uma exposição das características do conceito e esclarecer as relações entre ele e as várias expressões (como as citadas acima) que o manifestam. 

Com esse estudo, torna-se claro que precisam ser repensadas as perspectivas que entendem os danos advindos do excesso de informação como produtos únicos da contemporaneidade — é preciso compreender esses acontecimentos nas interrelações de fatores em cada momento e recuperar aprendizados possivelmente esquecidos. Portanto, destacamos o vínculo entre as situações de sobrecarga e o desenvolvimento de novos recursos de tratamento informacional, principalmente no que se refere à Ciência da Informação.