Nieztsche Amazônico

[O Império da Amazônia, Pedro Cavalcanti, página 54, Cia. das Letras, 1995] Uma descrição do anoitecer amazônico que lá pelo terceiro parágrafo encontra Nietzsche:

“Para quem não está acostumado, o cair da tarde no meio da mata fechada, com rio passando perto, é mesmo de arrepiar. As sombras vêm avançando e vai dando aquele aperto no coração que ninguém explica.

Papagaios e araras cruzam os céus numa última berraria de despedida, somem na distância engolidos pelo silêncio das árvores. De longe em longe os últimos cantos de pássaros soam em despedida. Cada vez mais raros… Cada vez mais tristes…

A gente pára o que está fazendo, olha para o escuro da mata e parece que o escuro da mata é que está olhando pra gente.”

Ou quase. De todo modo, a frase do filósofo está aqui.

Duanne Ribeiro é jornalista, escritor e pesquisador em ciência da informação e filosofia. Em jornalismo, formou-se pela Universidade Santa Cecília (Unisanta). É mestre em Ciência da Informação — com a dissertação “A Criatividade do Excesso – Historicidade, Conceito e Produtividade da Sobrecarga de Informação” —, bacharel em Filosofia pela Universidade de São Paulo e especializado em Gestão de Projetos Culturais pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc), ligado à USP. Publicou, pela editora Patuá, o romance As Esferas do Dragão (2019). É analista de comunicação para o Itaú Cultural e editor da revista Úrsula.
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