Celebridade versus Aristocrata

Barbara Gancia escreve uma crônica do casamento do princípe William com a duquesa Kate Middleton no texto “A Monarquia Desdenha o Glamour” — e faz aí uma distinção interessante: a diferença de postura, frente às câmeras, de uma Lady Gaga e da rainha da Inglaterra:

“(…) uma das tantas peculiaridades da monarquia britânica é que ela nada tem a ver com concurso de celebridade. Muito ao contrário. Diria até que desdenha de glamour.

Tanto é que ninguém nunca viu a rainha tentar ser simpática ou usar roupa de grife. Ela é o que é, uma mulher comum, que deseja apenas ser igualada a qualquer um de seus súditos. Diana, com seu cérebro de ervilha, que Deus a tenha, tentou confundir celebridade com a instituição e quase arruina o sistema.”

A rainha como “mulher comum”, apenas sendo ela mesma — e não atuando constantemente, como se pensaria de certos artistas. É assim, de fato? O que significa ser comum, nesse contexto? E essa indiferença não é sustentada pelo fato de que a família real não precisa, a rigor, agradar ninguém, mas apenas manter uma etiqueta?

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