Fins de Ano

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Publiquei no Digestivo Cultural a crítica/crônica/artigo Texto Otimista de Fim de Ano, sobre Marcel Proust, Jim Carrey, Woody Allen, jornalismo — e fins de ano. Eu escrevi:

Em alguns momentos, o jornalismo atinge o nível do arquétipo: nas notícias que não são notícias, que apenas confirmam o mundo. Cumprimos o ano e lá estão as pessoas (as mesmas pessoas?) comprando de última hora presentes de Natal (é o mesmo Natal?), se engarrafando para ir à praia no Ano Novo (o velho ano novo?). Se as redações fechassem e vídeos antigos fossem exibidos, ninguém notaria. É um tempo parado. Nada acontece, só o que já aconteceu. A retrospectiva por fim comprime 52 semanas em 60 minutos. Estamos em dia. 2014 está já esquartejado: logo Carnaval, logo Páscoa, logo Copa. Abre-se dessa forma o espaço para textos otimistas de fim de ano.

Este é um texto otimista de fim de ano. Diz: tudo é possível. Mas tudo, tudo mesmo.

Duanne Ribeiro é jornalista, escritor e pesquisador em ciência da informação e filosofia. Em jornalismo, formou-se pela Universidade Santa Cecília (Unisanta). É mestre em Ciência da Informação — com a dissertação “A Criatividade do Excesso – Historicidade, Conceito e Produtividade da Sobrecarga de Informação” —, bacharel em Filosofia pela Universidade de São Paulo e especializado em Gestão de Projetos Culturais pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc), ligado à USP. Publicou, pela editora Patuá, o romance As Esferas do Dragão (2019). É analista de comunicação para o Itaú Cultural e editor da revista Úrsula.
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