Crítica Cultural

O Título Deste Post É

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[O Nome Deste Livro é Segredo, Pseudonymous Bosch] O estúdio Laboratório Secreto fez uma das melhores, senão a melhor, capa para este livro. A transparência em “segredo” faz a palavra desaparecer quando há pouca luz, dificulta a leitura de acordo com o ângulo e distância. A edição brasileira incorpora o mistério; os recuos do narrador quanto ao que contar e ao que esconder estão representados de cara.

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Compare com outras versões:

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O pontilhado tem o mesmo espírito, mas não o mesmo efeito.

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Inspiração bem convencional e que lembra a série O Segredo (se intencional, pior).

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Explora a iconografia do enredo (os elementos de circo) e traduz “mistério” pela interrogação e pelo truque da cartola do mágico — também convencional.

Crítica Cultural
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[Piratas do Tietê – A Saga Completavolume 3, pg. 110, Devir Editora. Arte e roteiros de Laerte, edição e projeto gráfico de Toninho Mendes] Laerte encontra Fernando Pessoa: hordas bêbadas de poesia avançam contra a galera dos Piratas do Tietê gritando versos: “Deus está morto-vivo! A civilização gagueja!”.

Crítica Cultural

Escritores, Esses Mussolinis

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[O Nome Desse Livro é Segredo, Pseudonymous Bosch, pg.119] “Um fato pouco conhecido sobre Mussolini é que ele também era um romancista. Para mim, isso faz todo sentido. O escritor de um romance é como o ditador do romance; ele faz com que todas as personagens façam exatamente o que ele quer que façam, e digam exatamente o que ele quer que digam. Mas, por favor, não tirem conclusões a respeito dos tipos de pessoas que escrevem romances. Afinal de contas, nem todos os romancistas são homens loucos com sede de poder — alguns são mulheres loucas com sede de poder.”

Crítica Cultural
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[Vandal Hearts (1997), Playstation] Uma referência a O Mágico de Oz (1939), de Victor Fleming. Os personagens são engolidos por um vórtice que esgarça o “tecido do espaço-tempo” (o vocabulário é anacrônico dentro da ambientação medieval do jogo), caem em outra dimensão e fazem esse comentário de efeito (impossível para eles, mas o roteirista pôs assim mesmo). A frase “eu acho que não estamos mais no Kansas” e suas variantes, eu descobri por conta deste post, foi usada incessantemente pelo cinema. Duvido você reconhecer todos os filmes que a usaram e que estão neste vídeo.

Crítica Cultural

Uma Corrente Estranha

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[Almas Mortas, Nikolai Gogol, página 76, Nova Cultural, 2003] “Mas por que será que, no meio dos momentos mais leves, alegres e despreocupados, ás vezes surge por si mesma uma corrente estranha? O riso ainda nem teve tempo de se apagar do nosso semblante, e já nos transformamos em outro, entre as mesmas pessoas, e já é outra a luz que ilumina o nosso rosto…”

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Página Branca em Mãos Hábeis

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[House of Cards, 1ª Temporada, episódio 6, em 24’09’’] “What’s better than a blank slate in the right hands?”, responde Frank Underwood à objeção de que sua indicação para candidato a governador não era conhecida nem tinha estrutura. O que é melhor do que uma folha branca em mãos capazes? Lembrei dos “postes” do Lula — Fernando Haddad, Alexandre Padilha — políticos que o ex-presidente bancou com sua expertise. Desconsidere as manobras espúrias da série: o que importa aqui é o que se pode desenvolver a partir de um elemento fresco.