Crítica Cultural

Gogol Petroleiro

Publicado em

[Almas Mortas, Nikolai Gogol, páginas 402-408, Nova Cultural, 2003] A Folha noticiou: “A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, anunciou que a empresa está estudando criar uma nova diretoria, para assegurar o ‘cumprimento de leis e regulamentos internos e externos’”. A medida me lembrou um trecho de Almas Mortas, de Nikolai Gogol. O protagonista, Tchítchicov, encontra um […]

Crítica Cultural

Nieztsche Amazônico

Publicado em

[O Império da Amazônia, Pedro Cavalcanti, página 54, Cia. das Letras, 1995] Uma descrição do anoitecer amazônico que lá pelo terceiro parágrafo encontra Nietzsche: “Para quem não está acostumado, o cair da tarde no meio da mata fechada, com rio passando perto, é mesmo de arrepiar. As sombras vêm avançando e vai dando aquele aperto […]

Crítica Cultural

Gogol Acumulador

Publicado em

[Almas Mortas, Nikolai Gogol, páginas 146-150, Nova Cultural, 2003] Encontrei um acumulador no Gogol (fica a dica para a Discovery): “Tchítchicov entrou no vestíbulo amplo e escuro, do qual soprava um bafo frio, como dum porão. Do vestíbulo, passou para um aposento, também escuro, parcamente iluminado por uma luz que se filtrava através duma larga […]

Crítica Cultural

O Título Deste Post É

Publicado em

[O Nome Deste Livro é Segredo, Pseudonymous Bosch] O estúdio Laboratório Secreto fez uma das melhores, senão a melhor, capa para este livro. A transparência em “segredo” faz a palavra desaparecer quando há pouca luz, dificulta a leitura de acordo com o ângulo e distância. A edição brasileira incorpora o mistério; os recuos do narrador quanto ao que contar e ao […]

Crítica Cultural

Escritores, Esses Mussolinis

Publicado em

[O Nome Desse Livro é Segredo, Pseudonymous Bosch, pg.119] “Um fato pouco conhecido sobre Mussolini é que ele também era um romancista. Para mim, isso faz todo sentido. O escritor de um romance é como o ditador do romance; ele faz com que todas as personagens façam exatamente o que ele quer que façam, e digam […]

Crítica Cultural

Uma Corrente Estranha

Publicado em

[Almas Mortas, Nikolai Gogol, página 76, Nova Cultural, 2003] “Mas por que será que, no meio dos momentos mais leves, alegres e despreocupados, ás vezes surge por si mesma uma corrente estranha? O riso ainda nem teve tempo de se apagar do nosso semblante, e já nos transformamos em outro, entre as mesmas pessoas, e já […]