Crônicas

Pra que agressão?

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O pessoal capturou um ladrão hoje na estação Santana. Eu tinha acabado de passar pela catraca do metrô, estava no corredor das várias escadas que levam ao terminal de ônibus e vieram correndo um ou dois gritos de “ladrão!”; cerca de cinco pessoas perseguiam um homem de uns 30 anos, branco, cabelo curto com gel, […]

Crônicas

É o que acaba: a bebida!

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São cinco bancos, ela está na janela, eu na outra ponta, uma mulher no banco do meio, ela abre a bolsa e percebe que em vez do celular pegou o controle remoto. Seu modo de falar tem a sonoridade nordestina típica, sua pele é escura (não sei se por origem negra ou indígena). Ou sente […]

Crônicas

Bem-te-vi que come carne

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“Aqui é bom, né?”, diz este senhor parecido com o cientista do De Volta para o Futuro, se referindo ao banco de praça ao lado do ponto de ônibus e em frente às árvores e o gramado extenso. “Caralho”, exclama, do nada. Senta meio de lado, olha a distância. “Você está aqui há muito tempo?” […]

Crônicas

Por que você não é feliz?

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Falava sozinha, encostada à porta do metrô. Encarnava um personagem autoritário, antipático e prepotente, um psicólogo que “estudou muito antes de abrir a boquinha”, que tagarelava sobre eficiência, “missão”, “honraria”, “servir à nação”. O psicólogo disse: “A minha aula foi ruim? Ou foi perfeita?”. O psicólogo disse: “A minha aula foi errada ou foi certíssima?”. […]

Crônicas

Juraci, e o seu?

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“O que é esse livro aí, antropologia, psicologia?”, diz o senhor que senta ao meu lado no ônibus; eu respondo: “Filosofia”. Ele: “Ah! Filosofia. Eu tenho mais de cem livros de filosofia. Sabe qual foi o maior filósofo? Não foi Sócrates, nem Platão, nem Aristóteles, nem Diógenes” — e me mostra uma edição de “Ecce […]