ContosLiteratura

Você sabia?

Você sabia que as calamidades registradas na Bíblia também tiveram seus negacionistas?

O governo da Anatolia mesmo com os pedidos insistentes de Noé não lhe concedeu recursos para compra de madeira, tendo direcionado o orçamento de emergências para a aquisição de boias feitas com rins de égua, apelidadas com a contração de boia + equina: boiaquina.

Quando a chuva começou a cair, uma multidão se reuniu ao pé do monte Judi, ao lado da arca (da qual Noé olhava com satisfação má). Foi a dilúviofest. O duduk, o saz, o tar, o oud tocaram a noite toda, o pessoal tomou banho de toró, se despiram, morreram pelados de manhãzinha.

No Egito, a devastação dos gafanhotos foi dita ser uma “oportunidade para ter uma dieta mais proteica”. Depois da água virar sangue, o faraó ironizou: “Nunca lambeu um sanguinho depois de cortar o dedo?”. O aviso para dispor marcas vermelhas na porta foi considerado um ataque à liberdade: “Que? Vou estragar minha porta?”

Após a morte dos primogênitos, os sábios do governo aconselharam a resignação: afinal, a maldição só atingia crianças, apenas uma por família e sempre se podia ter mais. Mas, como se sabe, morreu o filho do faraó e se os ricos têm uma tragédia isso tem efeitos muito fortes na criatividade da teoria e prática políticas.

Enfim, quando no céu do mundo surgir a besta com sete cabeças e dez chifres, com aspectos de leopardo, urso e leão, trocando ideias com as amigas bestas dela lá em cima, isso será chamado de “apocalipse da China”, que “esse pessoal sempre fez esses filmes de monstro”.

Talvez a mais impressionante prova de que os convictos da inteligência estúpida estiveram sempre por aí é a história de Jó. Quando Deus disse a ele: “Onde você estava quando lancei os alicerces da Terra? Quando fixei os limites do mar? Quando dei ordens à alvorada, comida aos corvos e leoas?” Jó só desqualificou:

— Fake news.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *