Metajornalismo

Lead #1: flashes

No Expresso Popular deste fim de semana (04/05 de setembro), a repórter Amanda Barbieri escreveu a matéria “Não o reconheço mais“, sobre o desabafo de uma mãe cujo filho teve o comportamento completamente modificado pelo uso de drogas. Matéria bem completa, há um analista comentando esse tipo de mudança causado por entorpecentes e um box de serviço orientando sobre como procurar ajuda. Mas o que eu quero destacar é o lead. Em vez de usar a pirâmide invertida, começa o texto com flashes significativos do tema.
O monitor do clubinho da Polícia Militar começou a matar aula e hoje recusa-se a ir à escola.
O atleta, que ganhou diversas medalhas no futebol, emagreceu e abandonou o esporte.
O filho carinhoso e dedicado agrediu a mãe com chutes e tapas.
H. tem apenas 13 anos e no período de um mês jogou a vida para o alto. Tornou-se irreconhecível e tudo que antes fazia por prazer foi deixado para trás.
Cria curiosidade a cada frase e dá a dimensão do fato de uma forma digamos humana (atentando para toda a potencialidade perdida). O que talvez o lead convencional não conseguisse. Pena que não dá para indicar a matéria completa. Irmão menor de A Tribuna, o Expresso é dirigido às classes baixas e não é publicado online.

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