De encontro à morte, precisamos mergulhar dentro de nós

[Este é um depoimento de um dos leitores do livro As Esferas do Dragão.Veja todos.]

Ler o romance As Esferas do Dragão foi uma descoberta de um universo com que não tenho contato — não consegui absorver as referência a Dragon Ball.

Me senti numa viagem, navegando por relações e personagens que me colocaram de encontro à morte e aos sentimentos e sensações que vêm dela. No caso do livro, foi do avô. E eu, que perdi minha mãe, me vi ali pensando em como lidar, com a vontade de trazê-la de volta e ao mesmo tempo sabendo que é necessário ressignificar, aceitar e entender que a morte é o fluxo natural da vida; que, na verdade, precisamos mergulhar dentro de nós e descobrir tudo que a pessoa significa e tudo que desperta não a ter mais aqui nesse plano.

Um tempo após ler o livro, vi em um post de curiosidade como é um ovo de pinguim cozido. Na hora me lembrei das esferas do Dragão.

Thays Ishikawa, economista

Duanne Ribeiro é jornalista, escritor e pesquisador em ciência da informação e filosofia. Em jornalismo, formou-se pela Universidade Santa Cecília (Unisanta). É mestre em Ciência da Informação — com a dissertação “A Criatividade do Excesso – Historicidade, Conceito e Produtividade da Sobrecarga de Informação” —, bacharel em Filosofia pela Universidade de São Paulo e especializado em Gestão de Projetos Culturais pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc), ligado à USP. Publicou, pela editora Patuá, o romance As Esferas do Dragão (2019). É analista de comunicação para o Itaú Cultural e editor da revista Úrsula.
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