Não se fazem mais nomes de doença como antigamente

Além das quarentenas, do pânico, da queda das bolsas, tem outro problema nessas doenças novas: perdeu-se uma poética da doença, um lirismo. Antes, o batismo da patologia roçava o contágio, a linguagem era potente de sinestesia. Hoje, nada. Você veja: Covid-19. Isso não funciona. Isso parece letreiro de ônibus: “Peguei o Covid-19, desci na pracinha”; […]

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