Jornalismo-Camaleão

Xico Sá, na crônica “Direito de Imagem e Direito de Queimar o Filme“:

No meu ideal de jornalismo, nem entrevistar pessoas é preciso, quanto mais autorização para publicar foto.

O ideal — senta que lá vem tese delirante deste blogueiro! — é observar os possíveis personagens, deixá-los falar o que eles já estariam falando naquele instante, infiltrar-se, beber, comer, viver com eles, jamais interrompê-los com perguntas idiotas do tipo “qual o seu nome, idade, endereço, telefone, RG…”

Aí vira produção, melhor chamar logo alguém para vesti-los, aí vira editorial de moda, corra figurinista, corra.

Uma espécie de jornalismo-camaleão, se assemelhando ao fundo, se confundindo com o meio. Possível de ser feito hoje? Ou delirante mesmo?

Duanne Ribeiro é jornalista, escritor e pesquisador em ciência da informação e filosofia. Em jornalismo, formou-se pela Universidade Santa Cecília (Unisanta). É mestre em Ciência da Informação — com a dissertação “A Criatividade do Excesso – Historicidade, Conceito e Produtividade da Sobrecarga de Informação” —, bacharel em Filosofia pela Universidade de São Paulo e especializado em Gestão de Projetos Culturais pelo Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação (Celacc), ligado à USP. Publicou, pela editora Patuá, o romance As Esferas do Dragão (2019). É analista de comunicação para o Itaú Cultural e editor da revista Úrsula.
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