Alguns artigos desse começo de ano que marcaram minha atenção. Se você por algum motivo tiver curiosidade sobre o que mais eu li, tudo o que eu leio (ou deixo pra depois) e favorito pode ser visto no meu perfil do Diigo.

Sigamos, então:

Sex doesn’t sell any more, activism does. And don’t the big brands know it“, de Alex Holder, no Guardian — em que lemos como a “responsabilidade social” ou a aplicação das empresas a causas que geram retorno publicitário positivo (questões de gênero, por exemplo) está se tornando ubíqua. A estratégia, é claro, não implica em um comprometimento de fato dessas organizações (marcas diferentes sob um só guarda-chuva podem agir em contradição, como é o caso da Unilever), mas o efeito autocondescente sobre o público é hipnotizante: “If a brand can allow me to carry on living exactly as I was and fuel my social conscience then they can have all my pocket money”. O diagnóstico demanda uma nova crítica dessas posturas comerciais.

Como mentiras sobre a morte de Marisa buscam evitar empatia com Lula“, de Leonardo Sakamoto, no seu blog — em que o jornalista fala do que seria uma campanha orquestrada para manter a rejeição de Lula no lugar. Interessante este trecho em que há uma análise do como se faz a política atual como um todo:

Ao longo dos últimos anos, entrevistei profissionais contratados por políticos para construir ou desconstruir candidaturas através de ação coordenada em redes sociais. E, ao contrário do que acredita o senso comum, não são robôs usados para xingar tresloucadamente que causam os maiores impactos, mas ”fazendas” de perfis falsos que parecem reais e são administradas por anos, agindo de acordo com pesquisas comportamentais.

How I Rewired My Brain to Become Fluent in Math“, de Barbara Oakley, no Nautilus — em que a ex-tradutora-intérprete do russo, amante das letras, que se tornou engenheira após a casa dos vinte conta como foi esse processo e fala sobre “aprender a aprender” (ela se foca no treinamento intensivo e na repetição, se opondo a pedagogias que se restrinjam à compreensão global). O texto meio que foi lançado para anunciar o curso de Oakley no Coursera — Learning How to Learn, que ocorre ainda por mais três semanas, o qual eu estou tentando fazer nos espaços da rotina e que já me ensinou uma coisa ou outra.

The Movie with a Thousand Plotlines“, de Raffi Khatchadourian, na New Yorker — em que se comenta sobre o futuro do cinema e do audiovisual, um futuro que será marcado pela interatividade: o espectador pode, em níveis cada vez mais inovadores, decidir o rumo das histórias, desde escolhendo cenários e desenvolvimentos da narrativa até, apenas sendo monitorado pelo sistema (movimentos de retina ou outros dados aferidos do corpo; ou ainda um perfil construído com as informações adquiridas pelas máquinas ao longo do tempo), movimentar a história. O texto deixa claro como questões de agência e personalidade entram em jogo aí.

Isaac Asimov: How to Never Run Out of Ideas Again“, trechos selecionados por Charles Chu, no Medium — em que se faz o que o título promete: são trechos do diário de Asimove em que ele discorre sobre como se manter criativo o tempo todo. São algumas regras, esquematizadas por Chu: nunca pare de aprender, não pare quando ficar travado, não desista frente ao medo da crítica alheia, baixe seus critérios, produza mais e se esforce sempre o máximo.

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