kurt

Publiquei no Digestivo Cultural a crônica/artigo Kurt Cobain; ou: I Miss the Comfort in Being Sad, um texto em homenagem aos 20 anos do suicídio de Kurt Cobain. Trata de juventude e dos modos de viver a poesia. Eu escrevi:

Talvez por isso a maior suavidade, o máximo de felicidade conhecido por Kurt tenha ocorrido quando se sentia indiferenciado, “simplesmente admitido”, como diz o poema de Borges. E o máximo de solidão no oposto complementar, quando se sentia individualizado demais, marcado. “All Apologies” é o resumo mais conciso disto; um de seus versos tem duas versões: all in all we are, ou seja, nós nos confundimos no todo, e all alone is all we are, somos sempre separados, inconciliáveis. Ele viveu na tensão entre estes dois pólos, quando foi reduzido a um deles, não pode mais seguir.

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